Barcos à deriva

Tive vários blogs ao longo dos anos e tempos atrás juntei todos num único lugar, porque cada um estava num sistema, uma loucura. Só esqueci que algumas coisas eram meio que anônimas, e elas ficaram expostas até outro dia. Por sorte ninguém leu.

Com esse meu exercício de escrever e revisitar os textos, fui voltando ao passado e me encontrei 10 anos atrás num período extremamente divertido. Balada várias noites por semana, toda semana. Muitos namoricos. Praticamente um barco à deriva, atracando aqui e ali, como você mesmo definiu em algum post/reply por aí.

Li, reli. Lembrei, relembrei. Foi realmente uma boa fase. Despreocupada, divertida, cheia de gente nova, histórias boas. Gente boa. Algumas que estão na minha vida até hoje. Inclusive uma paixão que eu prometi a mim mesma que não ia expor porque ele se tornou um grande amigo, pegava todas, eu sabia que ia me machucar, então eu sufoquei aquele sentimento e prometi a mim mesma que, no matter what, aquele homem ficaria na minha vida pra sempre. Ele eu não queria perder. E se a gente tivesse alguma coisa, com certeza teríamos cortado relações e eu nunca mais teria falado com ele.

Acho que, em um determinado ele até quis atracar e ter em mim um pequeno porto seguro. Como eu quis, antes de decidir que não ia dar certo. Então eu fugi e fiquei à deriva. Funcionou. Ficamos à deriva por mais algum tempo e aquele sentimento deu lugar a uma grande amizade, à qual serei eternamente grata. Sentimento sufocado. Transformado.

Revendo essa e outras histórias, percebi que barcos à deriva não chegam à lugar algum. Hoje esse meu amigo casou. Três anos atrás, mais ou menos, nos falamos, eu estava viajando, e ele tinha acabado de comprar uma casa. Percebi que algo tinha mudado. O barco à deriva não queria mais ficar de um lado pro outro. Estava cansado de não ter destino, nem porto seguro. Foi então que ele fez mais uma viagem… dessa vez pra bem longe, quase do outro lado do mundo… e encontrou o porto seguro dele. Uma história engraçada que começou numa dessas coffee shops internacionais. Aposto que ele criaria um belo comic book pra contar…

Fiquei genuinamente feliz por eles. Zero ciúme. Vontade de dar um abraço apertado nos dois – no meu amigo e na minha nova amiga. E pela primeira vez em muito tempo, fiquei com vontade de ter um porto seguro também. Se ele, praticamente um náufrago de tanto andar à deriva por aí, encontrou um porto e atracou, eu também posso! E, mais do que nunca, estava ali, na minha frente, a prova de que barcos à deriva não chegam a lugar algum.

It’s complicated…

When I think back, I am happy that you changed your relationship status. Seeing the old one meant you were not moving on with your life. But now it seems you are.

Most of the times I even smile when I remember that. Most of the times.

It is just that afterwards I remember that we’re not being complicated together…

“Maybe you are dreaming too much”. There’s a reason for having that poster on my wall.

But yes, I am happy for you. The three of you deserve to be happy and have everything you wanted and dreamed of. I know one day I will. 😉

De Janeiro a Janeiro

(Roberta Campos)
Não consigo olhar no fundo dos seus olhos
E enxergar as coisas que me deixam no ar, me deixam no ar
As várias fases, estações que me levam com o vento
E o pensamento bem devagar

Outra vez, eu tive que fugir
Eu tive que correr, pra não me entregar
As loucuras que me levam até você
Me fazem esquecer, que eu não posso chorar

Olhe bem no fundo dos meus olhos
E sinta a emoção que nascerá quando você me olhar
O universo conspira a nosso favor
A conseqüência do destino é o amor, pra sempre vou te amar

Mas talvez, você não entenda
Essa coisa de fazer o mundo acreditar
Que meu amor, não será passageiro
Te amarei de janeiro a janeiro
Até o mundo acabar

Resposta

Skank
(Samuel Rosa / Nando Reis)

Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás também o que nos juntou
Ainda lembro o que eu estava lendo
Só pra saber o que você achou
Dos versos que eu fiz
E ainda espero
Resposta

Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar que ninguém mais pisou
Você está vendo o que está acontecendo
Nesse caderno sei que ainda estão

REFRÃO

Os versos seus
Tão meus que peço
Nos versos meus
Tão seus que esperem
Que os aceite em paz
Eu digo que eu sou
O antigo do que vai adiante
Sem mais eu fico onde estou
Prefiro continuar distante

Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás também o que nos juntou
Ainda lembro o que eu estava lendo
Só pra saber o que você achou

REFRÃO

Desfaz o vento
O que há por dentro
Desse lugar que ninguém mais pisou
Você está vendo o que está acontecendo
Nesse caderno sei que ainda estão

REFRÃO

Coisas

Quando pensei em nesse blog, o nome era “Falling in Love…” porque era sobre isso que eu achei que fosse escrever. Tanto que, no meu celular, é assim que ele se chama… Acho que é preciso reinstalar a app do WordPress pra poder usar o nome correto.

Depois as coisas mudaram. Em alguns dias eu estava tão magoada, que talvez só tivesse coisa bizarra pra escrever. Outros dias foram de fúria. Nesses eu trabalhei bastante. Quer dizer, fiquei na frente do computador pensando e mexendo nos arquivos freneticamente, até me acalmar.

Não. Não foi nada disso. Escrever ajuda a dar uma outra dimensão às coisas. Tudo parece maior, melhor, mais forte, e, na verdade, é mais simples. É que as palavras têm poder e isso se combina ao sentido que cada um de nós quer encontrar ao ler cada frase.

Então, se estiver mesmo lendo tudo o que está aqui, lembre-se disso.
Escrevi pra você, mas muito mais pra mim. Porque quando leio, relembro ideias, sentimentos e outras coisas.
E tudo isso me ajuda a não seguir magoada. A querer entender e, por que não, tentar ajudar, se é que há alguma coisa que eu possa fazer. E, acima de tudo, me dá gás pra seguir em frente, sabendo que estou aprendendo e evoluindo.

Tenho um carinho imenso por você. Não sei de onde vem. Não sei explicar ou identificar o que sinto por você. Mas, se você entrou de novo na minha vida, depois de tudo o que cada um viveu separadamente, há um motivo. E dos bons.

E você pode não ter a sensibilidade e curiosidade pra olhar no fundo dos meus olhos pra tentar descobrir. Mas eu tenho. E sim, eu posso desistir, virar as costas e ir embora. Mas vou precisar de uma boa razão pra isso. Você tem uma?

Queria te mostrar…

Tudo o que escrevi até agora. O que penso, o que você não me deixou falar. O que ficou preso na minha garganta.

Talvez isso faça você me entender. Talvez faça você se apaixonar por mim. Talvez faça você sentir pena. Talvez faça você ficar com mais medo de sentir algo por alguém novamente. Porque um dia você também sentiu algo assim. Não, você já sentiu algo muito maior que isso. Porque eu não sei bem o que eu sinto por você. Tô querendo descobrir, mas você não deixa!

E é isso que me desconcerta. Eu quero entrar, e você fecha a porta.
Eu quero falar, e você me cala.
Eu quero ir, e você me faz voltar.

Queria entender o motivo.

Aqui dentro, algo me diz que é medo. Insegurança.
Que você faz as coisas seguindo o seu coração até que você percebe que foi além do que deveria. Aí trava. Muda de rumo e vai ancorar em outro lugar. E tudo bem, porque até agora ninguém se preocupou ou se deu ao trabalho de ir atrás. Ou até se deu, mas você constrói um fosso ao redor de si. Pra se proteger, pra não se entregar.

Não sei se você teve sorte, ou se eu é que estou muito encrencada. Sei que não sou louca. Mas não desisto fácil. Missão dada, é missão cumprida. E a minha, aparentemente, ainda não acabou.

Você não me ensinou a te esquecer

Não vejo mais você faz tanto tempo
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
É verdade, eu não minto

E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando me encontrar

E nesse desespero em que me vejo
já cheguei a tal ponto
de me trocar diversas vezes por você
só pra ver se te encontro

Você bem que podia perdoar
E só mais uma vez me aceitar
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
e te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho

Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando me encontrar

E sim, digo muitas coisas através de músicas… Mas nem todas as letras que mandei pra você foram escolhas minhas, embora sejam músicas que eu goste muito. Elas simplesmente ‘apareceram’ na minha frente um milhão de vezes enquanto eu fazia alguma outra coisa pensando em você.
PRESTE ATENÇÃO:

Gone, Gone, Gone

When life leaves you high and dry
I’ll be at your door tonight
If you need help, if you need help
I’ll shut down the city lights
I’ll lie, cheat, I’ll beg and bribe
To make you well, to make you well

When enemies are at your door
I’ll carry you away from war
If you need help, if you need help
Your hope dangling by a string
I’ll share in your suffering
To make you well, to make you well

Give me reasons to believe
That you would do the same for me
And I would do it for you, for you
Baby I’m not moving on
I love you long after you’re gone
For you, for you
You would never sleep alone
I love you long after you’re gone
And long after you’re gone gone gone

When you fall like a statue
I’m gon’ be there to catch you
Put you on your feet,
You on your feet

And if your well is empty
Not a thing will prevent me
Tell what you need,
What do you need

I surrender honestly
You’ve always done the same for me

So I would do it for you, for you
Baby I’m not moving on
I love you long after you’re gone
For you, for you
You would never sleep alone
I love you long after you’re gone
And long after you’re gone gone gone

ou’re my back bone, you’re me cornerstone
You’re my crutch when my legs stop moving
You’re my headstart, you’re my rugged heart
You’re the pulse that I’ve always needed

Like a drum baby don’t stop beating
Like a drum baby don’t stop beating
Like a drum baby don’t stop beating
Like a drum my heart never stops beating

For you, for you
Baby I’m not moving on
I love you long after you’re gone
For you, for you
You will never sleep alone
I love you long after you’re gone
For you, for you
Baby I’m not moving on
I love you long after you’re gone
For you, for you
You will never sleep alone, I love you long
Long after you’re gone

Like a drum baby don’t stop beating
Like a drum baby don’t stop beating
Like a drum baby don’t stop beating
Like a drum, my heart never stops beating for you

And long after you’re gone gone gone
I love you long after you’re gone gone, gone

Não consigo…

Eu não consigo entender como as coisas mudaram tanto e tão de repente.
Fico com um nó na garganta quando penso nisso. É como se alguém arrancasse uma parte de mim e a ferida ficasse ali, exposta, e eu fico paralisada, sem saber o que fazer.

Sexo? Só rolou uma vez. Foi bom. Se rolasse mais vezes, teria sido uma loucura. Vontade não faltou. Você sabe. E como sabe. E ainda fico louca, só de pensar. Ah, se você soubesse…

Agora as conversas, aquele carinho todo. A atenção. O bom dia de manhã, as mensagens durante o dia, ligar enquanto você andava de moto por aí. Fazer surpresa e te levar docinho enquanto você estava no trabalho. Ou então errar meu caminho de casa e aparecer no stand de vendas pra te dar um beijinho gostoso. Caramel machiatto. Rir até minha bochecha doer. Tentar te ajudar com seus problemas e suas dúvidas existenciais. Querer saber mais sobre o que acontece com seus filhos. Fazer parte do seu mundo. Te ajudar a ser feliz por alguns minutos. Te fazer feliz por alguns minutos. Olhar no fundo dos seus olhos. Ficar ali, na esperança de que o tempo parasse só pra ficar pertinho de você. Ouvir você falar das suas viagens. Falar um pouquinho das minhas.

Mas, no fundo, você não estava ali pra isso né? Estava pra quê, afinal?